Teclas claras de um piano se curvam em pétalas de rosa; uma pétala laranja paira sobre o teclado e um vaso com rosas aparece ao fundo.
Abertura — a pétala esperou a entrada do compasso.

Lambendo tacitamente
as pétalas da tua vulva
envolvo, revolvo,
devolvo o prazer que tu me causas
ao chupar desordenada
meu maestro pau.
E te como
com os lábios
e te meto
com a língua
e tu que rebolas ao som do jazz
e eu que gemo de tesão
marcado pela posição
dum puto cado mal-criado
dum meia-nove.

À margem

o compasso devolve o que recebe.

À margem

a frase encontrou o jazz.

Uma corrente de pétalas liga a borda de um tambor a um prato suspenso e desce até o chão; uma pétala laranja solta fica próxima da ponta.
Fecho — o último tempo deixou uma fresta.