Deito-me na cama.
Cerro os olhos.
Lá está você.

Dia e noite, em todo lugar
tudo que faço é pensar.
Teus olhos que não me abandonam em ocasião sequer.

E enlouqueço.
Minha razão por você perco.
E a memória tua, sempre em mim vais a acompanhar.

Por que fazes isto? Por que me corrói, me persegue e me cansa?
Não percebes que meu coração já não é de criança?
Sofri por outras, e sofrer já não quero mais.
Deixa-me descansar.
Mas não dá.

Tu que és como a força do mar, e a força do vento.
De beleza e tal contentamento,
que me faz rastejar.

Do outro lado da rua vejo alguém como você.
Os traços, o tronco, o cabelo.
Me ilumino e me espectativo.
Fico-me todo sem jeito
encho-me de excitação...
Mas mais uma vez, não é você.

Por que fazes isto? Por que me corrói, me persegue e me cansa?
Não percebes que meu coração já não é de criança?
Sofri por outras, e sofrer já não quero mais.
Deixa-me descansar.
Mas não dá.

Se me sento à praça qualquer uma és tu.
Se me sento ao mar te imagino ao meu lado.
Se fechar os olhos te tenho.
Que dor.

Dia e noite, o tempo todo.
Meu pensamento não desfoca, é roto.
Gritei e gemi por ti
e a ti não há.
Só o vento.

Vens a mim,
ou em silêncio, se vá.

Antes que eu enlouqueça.

Já não é sem tempo.

For A.C.S