Então foi a vez dela. Abaixou-se para passar pelo buraco da cerca de arame farpado, mas de algum modo uma das ferpas agarrou em sua camisa, e ao tentar arrancá-la cortou-se.
Puxou a camisa e continuou em frente, mal notara o machucado, muito menos o corte da camisa. Estava inebriada e apaixonada pela noite.
E que noite era. O céu estrelado reverenciava uma lua mais que bela, lua essa perdida entre os galhos das copas das árvores.
Ele balbuciou alguma coisa e ela riu, cambaleou dum lado e foi segura por ele, não devia ter bebido tanto.

Seguiram correndo por entre as plantas e árvores, ele gritou e uivou para nada nem ninguém. Ela o acompanhou. Estavam inebriados, enlouquecidos pela paixão da juventude, divertindo-se juntos e era bom.

— Então você é de libra? — ele pergunta.
— Não, sou virgem.
Ele para e a encara.
— Só de signo, claro!
Riem juntos.

Lá na frente uma fonte. Uma bela fonte, dessas que se veem nos filmes, de anjinhos e tudo. O reflexo da lua se espelha nela, e torna aquele parque abandonado um lugar de beleza rara.

— Duvido que você pule!
— Duvida?
— Duvido.

Nunca duvide de um homem.

Ele se joga lá dentro sem pensar duas vezes.

— Pronto, agora é sua vez!
— Nãao! A água tá gelada !
— Se você não entrar, não vai saber.

Ela se aproxima cautelosamente, ele agarra o braço dela e a puxa pra dentro.

— Idiota! Como eu vou voltar pra casa agora?
Tenta espancá-lo com tapas.
— Não vai!
A menina empurra a cabeça dele pra baixo e o encharca. Ele sobe, e sem pensar duas vezes a morde, e a mordida torna-se beijo, e o beijo virar-se-á poesia.

Ele a beija com vigor, passa as mãos pelas costas, acaricia-lhe o rosto e o pescoço. Ela o arranha. Arranha e agarra, como se tentasse tê-lo para sempre.

Ele percebe o rasgo na camisa e o alarga, escuta um "creeeck", e logo ela está sem camisa, a menina se afronta.

— Ei!

E arranca a camisa dele.

Rolam pela fonte, rindo enquanto se beijam, ela morde sua orelha, ele, o pescoço. O sutiã desaparece.

Ela se senta na borda, e ele se ajoelha à sua frente. Sobe mordendo as coxas dela, terminando no laço da bermuda. Ele o desamarra e a deixa nua. Sem perder tempo, ela arranca as roupas dele também, os dois tais quais anjos. Se abraçam, mas caem de costas na grama, morrem de rir, até que ele a beija. Sobe com as mãos firmes pela cintura dela e penetra.

Ele geme baixinho, agarra uma das nádegas com as unhas, ela sente um tremor percorrer o corpo, agarra os cabelos dele, puxa a cabeça pra perto de seus lábios.

— Só isso que você consegue, meu bem?
E ri.

Ele vai mais rápido. Ela não se controla, possuem um ao outro loucos. Ela tasca-lhe um tapa nas coxas, ele morde o pescoço. Ambos se tornam um.

De repente ele para. Desce lentamente e beija os peitos dela, pequenos, macios e lindos. Morde um deles antes de continuar descendo. Ela geme. A língua encontra o que deseja, e da noite faz-se-á poesia.

Ela goza, e goza de novo. Ele a tortura, arranha suas coxas enquanto a degusta inteira. Delicia-se ouvindo os gemidos e vai mais rápido.

Então ela apela, levanta-se e o joga de lado. Antes que possa protestar é chupado, e agora é sua vez de ver estrelas.

Ela faz pior, e acaba com ele. Olha-o com cara de pervertida e lambe da base a cabeça, antes de colocar tudo na boca. O menino morre, fecha os olhos, e logo sente-se beijado, e beija de volta com vigor. Vira a menina de costas e penetra-lhe por trás, puxa os cabelos e mete um tapa. Ele a come com força. Ela geme e ri, os dois são um só.

Gozam juntos, ela pela sétima vez, ele pela melhor. Caem de lado e ficam meio mortos olhando as roupas jogadas pela grama.

Ela vira para ele, e com cara de anjinha lhe pergunta:

— Qual seu nome mesmo?

Ele ri. É a melhor noite de todas.

Fecham-se as cortinas.