Segunda parte

Debaixo da árvore

A bota estalava rápida e rítmica no chão, levantando poeira a cada passada, a carabina na mão do jovem subia e descia rapidamente. Suor brotava da testa de ambos, enquanto corriam de mãos dadas rumo ao infinito. Passos podiam ser ouvidos pouco atrás, numa virada rápida o garoto viu 5 homens seguindo-os, um deles levantou um rifle e atirou. A bala acertou uma lamparina a óleo na rua, apagando-a e derramando o líquido. O casal se abaixou assustado, mas seguiu firme e com velocidade, determinados a ficarem juntos.

Viraram numa esquina e trombaram com um velho, o jornal do pequeno senhor caiu no chão. Resmungando, o velhinho blasfemou contra eles, apressadamente o garoto se desculpou, e voltaram os dois a correr. Passada rápida e acelerada, os serviçais continuavam no pé deles...

Entraram numa residência, atravessaram-na correndo e saíram num outro beco, passaram por um grupo de freiras e pela porta de uma catedral, saltaram um muro e chegaram a um pomar.

Despistaram os homens.

O garoto olhou fraterno para a moça, esboçou um sorriso e pegou suas mãos, ambos respiravam ofegantes devido à corrida, a garota retribuiu o sorriso, e lentamente, guiou-o ao pé de uma oliveira.

...e a noite reinou....

Por Antonio Fernandes