A malha de uma peneira se fecha e vira um funil de porcelana; um ponto laranja marca a ponta do cabo.
Abertura — a escolha estreitou a passagem.

Espelho, espelho meu.
Há alguém mais inteligente
do que eu?

Velhos não podem ser,
Pois ultrapassados e rabugentos, nada podem ver.
Adultos não serão jamais,
Já que ignoram demais o mundo, e por ele não farão mais.
Crianças coitadas, são castas.
E em sua pureza, sua alegria ao mundo já basta.

À margem

a lista começou excluindo.

Apenas eu. Aos meus vinte poucos.
Meu clamor pra poucos.
Meu esplendor maroto.
Jovem infinito, que tudo pode,
Tudo sei. Sei o que é o certo.

À margem

o concurso ficou sem concorrência.

Na verdade, não responda, espelho.

À margem

a pergunta dispensou resposta.

Já sei a resposta.

Um fone de telefone preto ganha facetas até se transformar num bloco de quartzo; um pequeno ponto laranja aparece junto aos orifícios da outra ponta.
Fecho — a resposta ficou na pedra.